quinta-feira, 28 de junho de 2012

Os Trapalhões e o politicamente correto


Alguém é capaz de imaginar na TV de hoje alguém chamando um cearense de “cardeal” ou “cabeça de amassar bife”? Alguém é capaz de imaginar um programa de televisão que se utiliza da figura de um homem efeminado para fazer uma piada? Alguém é capaz de imaginar um cearense fazendo piadas com um negro?


Desconheço hoje na TV algum programa humorístico mais engraçado do que Os Trapalhões. As situações expostas acima ocorriam com frequência nos quadros do programa de humor mais engraçado que a televisão brasileira já conheceu. Hoje, certamente não seria exibido. Se houver uma reexibição do programa, haverá cortes. As partes mais engraçadas eram justamente as partes politicamente incorretas, o politicamente incorreto que a militância vinculada à esquerda brasileira luta com veemência para que seja banida da tv e demais mídias, bem como escolas, universidades e da própria história juntamente com os livros que a contam, esquecendo-se de que a cultura brasileira, já de segunda mão, adotou-a como regra.

Os mesmos grupos que lutam contra a exibição de situações inocentes como os quadros dos Trapalhões são aqueles favoráveis a quadros com homossexualismo explícito como homens se beijando, nudez e deboche com autoridades e demais baixarias que se pode observar em programas noturnos que se apresentam como humorísticos. Falta perguntar-lhes onde está a graça na imoralidade despontada com nudez em horário impróprio, ensino de pornografia nas escolas para crianças de 6 e 7 anos, e as peculiares aberrações de que eu tanto combato neste sítio que se tornaram normais.

O politicamente correto de hoje em dia faz com que programas como CQC seja expoente máximo do chamado humor inteligente, que só é inteligente porque trata de temas anormais como se estivessem nos píncaros da moral humana, que mostra que pelo simples fato de achincalhar políticos os põe acima do crivo crítico do moralmente aceito, isto é, de um lado mostram uma acidez cítrica, de outro uma aquiescência sublime em temas que clamam pela moral, fazendo-se de desentendidos quando defendem com unhas e dentes aquele câncer que brota dentro da família deles mesmos, o pior câncer que pode atingir a sociedade, o câncer moral.

O protagonista do que outrora foi o melhor programa humorístico da tv brasileira, amarga hoje o título de bobo alegre, não por fazer graça, que há tempos não têm, mas por ter se curvado aos idealizadores contrários aos seus tempos áureos, quando suas graças eram engraçadas e seus risos contagiavam. O que vemos hoje na TV é uma soma de piadas bobas, insossas, sem a mínima graça com piadistas sem nenhum talento além da vocação para seguir à risca a cartilha insípida da matilha canhota. 

Velhos e bons tempos aqueles dos Trapalhões, quando as crianças deixavam suas brincadeiras mais concorridas e corriam para a sala de casa e ligavam a televisão. Velhos e bons tempos aqueles em que certas posturas não eram censuradas.

Da minha parte, não calaria quem quer que fosse por qualquer pensamento que tivesse, seja em meu favor ou contra mim e até mesmo por qualquer característica a mim atribuída. Tampouco eu, ainda que no meu direito constitucional, tentaria calar qualquer outro por um pensamento diferente do meu. Seria conveniente para estes tais que pedissem permissão para o emprego do título de verdadeiros trapalhões.

Um comentário:

  1. Bons tempos dos trapalhões.

    O Mussum era o cara!! Sempre alegre, bem humorado e cativante. Chorei muito quando ele morreu há mais de uma década atras.

    Que Deus o tenha.

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