segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Os furos da acusação sobre o goleiro Bruno


Começa hoje o julgamento do goleiro Bruno do Flamengo e de mais quatro acusados pela suposta morte de Eliza Samúdio, e depois de dois anos de investigações várias perguntas aparecem sem respostas:
  • Onde está o corpo?
  • Quais foram as armas do crime?
  • Quando morreu?
  • Qual foi o lugar do crime?
Essas são as principais perguntas que deveriam ser respondidas de maneira convincente.  Entretanto, depois de dois anos, a acusação se vale apenas de meras hipóteses para construir uma teoria sobre a possível morte da "modelo".

O corpo não foi localizado depois de buscas incessantes por todo território mineiro.  Isso implica no exaurimento da idoneidade da própria acusação.  Como dispõe o art. 70 do Código de Processo Penal: "Art. 70 - A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução."  O sítio do acusado Bola, que é tido como o suposto lugar do crime, fora revirado dos pés à cabeça, inclusive com luminol, e não se encontrou uma unha ou um fio de cabelo sequer da suposta vítima.  Desta forma, Bruno e os quatro acusados estão sendo julgados no foro da Comarca de Contagem, em Minas Gerais, ainda que jamais tenha sido localizado corpo algum ou determinada com certeza a autoria do crime nesta localidade.  Portanto, é de se questionar o próprio porquê de Bruno e os acusados estarem sendo julgado neste foro.

Não se chegou até o corpo, nem onde se deu o crime.  Não se conhece, ainda, quais foram as supostas armas do crime.  Toda a acusação é lastreada em pistas, em construções hipotéticas da acusação, cuja investigação foi deflagrada por um delegado já conhecido por seus abusos contra inocentes, e que conseguiu ganhar projeção política o suficiente para ser eleito vereador em Belo Horizonte.  Se Bruno não tivesse provocado a ira das feministas com suas declarações politicamente incorretas sobre o envolvimento entre Adriano e Joana Machado, perguntando "quem nunca havia saído na mão com a mulher", a denúncia sequer prosperaria.  A mídia, no entanto, controlada por esquerdistas, quer a cabeça de Bruno.  A mesma mídia de índole esquerdista que costuma explorar os abusos cometidos pela Inquisição, quer condenar uma pessoa sem provas, mas tão só com pistas.  Não só a mídia, mas o próprio Governo Federal, pois a presidente Dilma Roussef enviou emissária da Secretaria de Políticas Especiais das Mulheres, como meio de pressão política para a condenação dos acusados.  Como podemos observar, o crime fundamental cometido por Bruno foi político, de bater de frente com o movimento feminista.  Há, portanto, uma enorme pressão política da esquerda para condená-lo neste julgamento teatral.

O único indício que liga o goleiro Bruno à acusação são manchas de sangue da "modelo" em seu carro, que ficava em seu sítio em Contagem, enquanto ele trabalhava no Rio de Janeiro.  Entretanto, da mesma forma que há manchas de sangue de Eliza Samúdio no carro, que supostamente teria morrido, há manchas de sangue do menor, que está vivo!  Eliezer Rosa abomina a prova indiciária, refutando qualquer possibilidade de aplicá-la, seja para absolver ou para condenar.  Diz o mestre em seu Dicionário de Processo Penal, 1975, p. 131:

"O indício, na eterna ironia das coisas, é a prova predileta da vida contra os inocentes... Condenar ou absolver é o que há de mais fácil e simples, quando o julgador aposta com os indícios o destino do processo.  Julgar só mediante indícios e, com eles, condenar, é o adultério da razão com o acaso, nos jardins de Júpiter."

É custoso acreditar que Bruno, naquela época um goleiro cuja carreira estava em ascensão, que ganhava um altíssimo salário, iria mandar executar a "modelo" por uma mera pensão alimentícia.  É não só custoso, como inverossímil.  Assim, a acusação desafia o bom senso e a razão, baseando-se em critérios puramente emocionais.  Ressalte-se que a juíza Marixa Rodrigues, que preside o julgamento, negou o pedido para realização de depoimento do primo do ex-goleiro Bruno, ou seja, o "menor" que inventara a fantasiosa história que cães teriam digerido o corpo da "modelo" no sítio do acusado Bola e que, segundo a própria mãe, é viciado em drogas e tem por hábito mentirEnfim, toda a acusação é montada em cima da imaginação de um menor drogadicto, que agora não pode ir até o julgamento por ser testemunha protegida.  Trata-se de claro cerceamento de defesa, que deveria ensejar a anulação do processo, por ser testemunha-chave que liga diretamente a versão da acusação aos acusados.  Mas num Estado proto-totalitário como o nosso, tudo é possível!

É possível construir qualquer tese de crime e de não-crime.  É possível que Eliza esteja morta, como é possível que esteja viva.  Na dúvida, porém, ensina o direito processual penal tradicional, absolve-se os réus, pois a acusação deve ser firme e sólida.  É o princípio do favor rei que rege o direito processual penal pátrio: "Trata-se de regra do processo pela que impõe ao juiz seguir tese mais favorável ao acusado sempre que a acusação não tenha carreado prova suficiente para obter condenação." (Direito Processual Penal, Paulo Rangel, Lumen Juris Editora, Rio de Janeiro, 2009, p. 34)  A verdade dentro do processo, que é aquela que vale, seguramente não logrou demonstrar que Eliza esteja morta: "A verdade é processual.  São os elementos de prova que se encontram dentro dos autos que são levados em consideração pelo juiz em sua sentença." (Ibidem, p. 07)  Entretanto, é praticamente certo que Bruno e os acusados sejam condenados diante das diabólicas pressões do lobby feminista neste sentido.  Em sendo Bruno condenado, será mais um marco de um substancial totalitarismo em nosso país.

4 comentários:

  1. Certo que o corpo não foi encontrado. Certo que não se tem, digamos, prova do local do crime. Mas a pergunta que não tem respsota é: Onde está Elisia Samúdio? Fugiu para exterior? Bruno pagou a ela para não a aparecer? Ou as feminstas pagaram? Se Bruno não mandou matar consentiu. Pois é fato que ela foi sequestrada por seus amigos. Ao final, permanece a pergunta. Por que a suposta vitima não aparece e livre um "inocente" jogador de ser condenado? E como alguem que tem um filho para cuidar permanece tanto foragida?

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    1. Não se discute aqui se está morta ou viva, discute-se aqui o porquê do Bruno estar envolvido diretamente em um crime onde não há nenhuma prova concreta de sua autoria e estar próximo de ser condenado por indícios que só atestam que o nosso país está se tornando um país totalitário. A mídia esquerdista é tão hipócrita e tendenciosa que não vacila em acusar os abusos da Inquisição Espanhola, mas fecha os olhos para todos os abusos deste julgamento sem corpo, sem autoria, sem lugar do crime, sem arma do crime, enfim... Que espécie de crime é esse? Você me pergunta se as feministas pagaram Eliza? Eu lhe pergunto qual é a finalidade de um movimento feminista se estabelecer de fronte ao forum de Contagem senão para fazer pressão política para um julgamento condenar uma pessoa pelo simples fato de ser homem, e não pelo fato de ter ou não cometido um crime? Se o ideal é fazer justiça perante o caso concreto, por que Dilma Roussef enviaria uma emissária da Secretaria de Políticas Especiais para as Mulheres para o julgamento? Uma coisa é acusar para fazer justiça, outra é acusar por acusar. O que estamos testemunhando neste julgamento são acusações por acusações, atabalhoadas, conflitantes e contrariam todos os ditames do direito processual penal. Esse julgamento demonstra que esse país está se tornando um país onde o Judiciário vem cedendo às pressões da opinião pública e da política, o que é absurdo. Você pergunta como alguém que tem filho permanece tanto tempo foragida? Acho que você está sendo imensamente ingênuo ao não considerar a reputação de delinqüente e alpínista social da vítima. Não interessa se está viva ou morta. Importa aqui não condenar inocentes pelo único desejo de saciar a vontade de um movimento vingativo, odiento e irracional como é o movimento feminista.

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  2. Eliza Samúdio é mais um exemplo de mulher "libertada" pelo feminismo e a história dela até mostra algo: cresceu numa família pertubada, com pai acusado de estupro, saiu de casa cedo, fez filmes pornôs, era maria chuteira assumida, se envolveu com um homem casado e outros jogadores, fez vídeos na internet assumindo isso e a mídia, é claro, tentando colocá-la como santa.

    Se tivesse crescido numa família católica cristã, teria sido bem diferente, mas como a sociedade está hoje, isso torna cada vez mais difícil e olha que ela nasceu e cresceu em uma época bem diferente da atual.

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    1. O caso é que a acusação não conseguiu com segurança provar que Eliza foi assassinada, onde foi assassinada, por quem foi assassinada, por meio de quê foi assassinada, enfim, tudo não passa de teorias mirabolantes construídas a partir do depoimento de um menor drogadicto que tem por hábito mentir e outras testemunhas inidôneas, como é o caso de um detento mitômano em busca de benefícios processuais penais.

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